Ilustres Louletanos - Engenheiro Duarte Pacheco

Bom dia caríssimos visitantes do “A Marafada Louletana”.
Hoje na rubrica “Ilustres Louletanos” fazemos homenagem ao Engenheiro Duarte Pacheco. Fazemo-lo antes de mais por ser uma das personalidades mais importantes que Loulé “deu à luz” e também porque no presente mês, nomeadamente no passado dia 16, assinalaram-se 80 anos sobre a falecimento deste homem invulgar que foi Duarte Pacheco.
José Duarte Pacheco nasceu no seio de uma família numerosa em 1900. Órfão de mãe logo aos seis anos e de pai aos catorze, recebeu apoio económico do tio. Tirará, com uma média de 19 valores, o curso de engenheiro electrotécnico no Instituto Superior Técnico no qual é professor com apenas vinte e três anos, vindo a dirigir o mesmo Instituto em 1927.
Ainda estudante alinha, em 1919, aquando do levantamento de Monsanto, no Batalhão Académico na defesa da República. Em 1926, Duarte Pacheco tem ligações com o oficial da marinha também louletano Mendes Cabeçadas e com Cunha Leal, tendo este formado a União Liberal Republicana, que conspira na preparação do golpe militar de 28 de Maio.
Em Abril de 1928, Duarte Pacheco é nomeado ministro da Instrução, cargo em que permanece apenas até Dezembro do mesmo ano. Durante este curto período de tempo é incumbido de ir a Coimbra chamar Salazar para fazer parte do governo presidido pelo General Vicente de Freitas.
Em 1932, Salazar preside pela primeira vez a um governo e nomeia Duarte Pacheco para ministro das Obras Públicas e Comunicações.
Em Janeiro de 1938, Duarte Pacheco é nomeado presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Durante sensivelmente nove anos de governação, Duarte Pacheco revolucionou profundamente as obras públicas. Estabeleceu um plano urbanístico para o desenvolvimento de Lisboa, teve um papel preponderante nas infra-estruturas que regularizaram o abastecimento de água à capital, assim como nas obras portuárias, na expansão da rede rodoviária, na construção de edifícios escolares, etc.
As obras que inequivocamente permanecem ligadas ao seu nome são: a construção do viaduto de Alcântara, o estádio Nacional, os edifícios do Instituto Superior Técnico, da Casa da Moeda, do Instituto Nacional de Estatística, do Hospital Júlio de Matos, a Alameda D. Afonso Henriques e outros.
Duarte Pacheco viria a falecer em Setúbal, a 16 de Novembro de 1943, num abrupto acidente de viação. Ficou assim uma obra grandiosa a meio.

Loulé, enquanto terra natal deste notório estadista, erigiu em 1953, no dia em que se celebravam dez anos sobre a sua morte, um monumento em homenagem ao malogrado engenheiro e à sua obra. Saibam mais sobre este acontecimento e sobre o monumento aqui.


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