A tomada de posse da Comissão Administrativa democrática na Câmara Municipal de Loulé - julho '74

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Comissão Administrativa 1974.jpg


📷Fotografia tirada no Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho, onde se identificam, da esquerda para a direita: Joaquim da Silva, José Manuel de Sousa Martins, António Maria Andrade de Sousa, Francisco Inês, João Barros Madeira, José Cabrita Torres, João dos Santos Simões, Bruno Adílio Coelho e Celestino Bota.

© Museu Municipal de Loulé / Coleção Manuel Guerreiro Brito

 

A 15 de julho de 1974, quase dois meses após a revolução do dia 25 de abril de 1974, decorreu no edifício dos Paços do Concelho, perante uma sala repleta, a reunião de instalação e entrada em exercício da Comissão Administrativa democrática da Câmara Municipal de Loulé. A qual era composta pelo Dr. João Barros Madeira (médico) na qualidade de presidente, e pelos vogais, Dr. Francisco Manuel Bota Inês (médico), José Cabrita Cortes (comerciante), João dos Santos Simões (tipógrafo), Bruno Adílio Coelho (tipógrafo), António Maria Andrade de Sousa (comerciante), Celestino Pedro Correia Bota (profissional de seguros), José Manuel Ascensão de Sousa Martins (regente agrícola) e Joaquim da Silva (comerciante).
Ainda que o jornal «A Voz de Loulé», na edição de 19 de junho de 1974, tivesse noticiado o nome dos membros da referida Comissão, proposta pelo Movimento Democrático Português/ C. D. E., a tomada de posse só aconteceu naquela tarde, pelas 19:00 horas, e a ela acorreram massivamente os louletanos. O regime democrático chegava a Loulé e com ele «algo de novo acontecia», como noticiava, a 17 de julho, o mesmo jornal.
A posse foi conferida pelo governador civil em exercício, Dr. Manuel da Fonseca, que: «felicitando os empossados, desejou-lhes felicidades no desempenho das suas funções». Já o novo presidente reconhecendo os graves e urgentes problemas que se impunham resolver no concelho, garantiu: «doa a quem doer, custe o que custar, vamos elaborar um programa recto, caracterizado pela honestidade e fazer alguma coisa em prol do nosso concelho», acentuando depois: «o facto de vivermos em regime democrático proporcionará a todos os cidadãos a possibilidade de apontarem erros da administração fazendo notar que a “porta está aberta a todas as críticas construtivas”».
No fim da cerimónia a numerosa assistência felicitou todos os membros da Comissão.


O regime democrático consolidava-se.
Foi há 50 anos!


Nota:


Leia o jornal "A Voz de Loulé" sobre o tema aqui e aqui.

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