Manuel Martins Campina e a “Música Velha” – Um legado que ecoa no tempo

© Museu Municipal de Loulé
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Figura incontornável da história musical de Loulé, Manuel Martins Campina destacou-se como músico, compositor e regente da Sociedade Filarmónica União Marçal Pacheco, mais conhecida como “Música Velha”. Nasceu em Loulé a 29 de março de 1835, começou o seu percurso musical com o prior José Rafael Pinto, revelando desde cedo um talento notável que o levou a ensinar várias gerações de músicos e a compor obras que marcaram a identidade musical da vila.
Durante 30 anos, entre 1866 e 1896, liderou esta filarmónica, que teve um papel essencial na formação musical da comunidade e na dinamização das festividades locais. Uma das suas composições mais emblemáticas, a Marcha Triunfal da Mãe Soberana, continua a ser interpretada nas celebrações em honra da padroeira de Loulé, ecoando o seu talento e dedicação à arte.
A banda que dirigiu foi fundada a 1 de maio de 1856 e, ao longo dos anos, teve várias designações, sendo também conhecida como “Música de Loulé” e “Música do Mestre Campina”, em sua homenagem. Mais tarde, dividiu-se em duas formações distintas: a Sociedade Filarmónica União Marçal Pacheco e a Sociedade Filarmónica Artistas de Minerva, que ainda hoje mantém viva a tradição filarmónica louletana.
Apesar do reconhecimento do seu trabalho ao longo do tempo, foi apenas em 1991 que Loulé lhe prestou a homenagem merecida, atribuindo o seu nome a uma rua da cidade. Um tributo tardio, mas justo, a um homem que dedicou a sua vida à música e cujo legado continua a inspirar gerações.
No vídeo abaixo pode ouvir-se a Marcha Triunfal da Mãe Soberana que acompanha todo o percurso da padroeira no retorno à sua Ermida durante a chamada Festa Grande (sobretudo, a partir do minuto 9:00):
Nota:
Texto de Núria Pintassilgo publicado na página do Museu Municipal de Loulé no Facebook em 29 de março de 2025.


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