A homenagem de Loulé a Ataíde Oliveira
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Francisco Xavier de Ataíde Oliveira nasceu no Algoz, concelho de Silves, em 1842, mas escolheu a cidade de Loulé para viver, onde acabou por falecer em 22 de novembro de 1915.
Foi presbítero, advogado e escritor. Desde sempre interessado pela investigação do passado histórico e pela cultura popular algarvia, Ataíde Oliveira recolheu um grande volume de informação que posteriormente compilou em várias publicações. A partir desses trabalhos, ganhou a estima e o respeito da maioria dos algarvios, nomeadamente dos louletanos. Por esse motivo, anos após a sua morte, foi determinado que se erguesse um monumento, em Loulé, em sua homenagem.

O local escolhido para essa homenagem foi o então Largo da Liberdade, atual Largo de S. Francisco, um sítio muito aprazível para toda a população e como referiu Anastácio Dourado no dia da inauguração: “Muito embora tivesse sido padre, Ataíde era um espírito tão liberal, que o seu monumento fica bem na praça da Liberdade.” (“Correio do Sul”, 17/08/1930, p.1).

A inauguração do monumento teve lugar no dia 10 de agosto de 1930 e contou com a presença de algumas das mais cultas individualidades da época, tais como o tenente Manuel Caetano de Sousa, Presidente da Junta Geral do Distrito; Francisco Faísca Teixeira, Presidente da Câmara Municipal de Loulé; Anastácio Guerreiro Dourado, Maurício Monteiro e Mário Lyster Franco, responsável por encetar a campanha em prol da construção do monumento agora inaugurado. Este momento contou ainda com a atuação da Banda Filarmónica Artistas de Minerva, a que seguiu um Porto de Honra no Salão dos Paços do Concelho e, mais tarde, num coreto improvisado na Praça da Liberdade uma atuação da Filarmónica União Marçal Pacheco marcou o final dos festejos.
Raul Xavier foi o escultor que, através de um busto de gesso, já existente, trabalhou esta nova obra feita em bronze. O monumento, que mede 3,40 metros de altura, consiste no busto assente num fuste, com pequenos sulcos verticais, onde se lê a inscrição esculpida na pedra “Ao Dr. Francisco X. D'Ataíde Oliveira Benemérito Compilador do Folclore Algarvio 1842-1915”.

Notas:
Leia a reportagem completa no jornal “Correio do Sul” de 17 de agosto de 1930 aqui.


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