Acendi a telefonia… A importância da rádio na Revolução do 25 de abril
Celebramos hoje o Dia Mundial da Rádio! 📻
Houve um tempo em que a rádio e os jornais eram praticamente os únicos veículos de informação, assumindo assim um papel fundamental, sobretudo em contextos de crise política, social ou humanitária.
Um dos contextos históricos em que a rádio ocupou um lugar central foi na Revolução de 25 de abril de 1974. Foi através deste meio de comunicação que a Revolução começou, se coordenou e se legitimou. As “senhas” que desencadearam a ação militar foram transmitidas pela rádio: primeiro a canção “E Depois do Adeus”, emitida pela Emissora Nacional, e depois “Grândola, Vila Morena”, que o louletano Carlos Albino fez transmitir pela Rádio Renascença às 00:20. Estas emissões tornaram possível uma revolução sincronizada, reduzindo o risco de falhas de comunicação e de repressão imediata.
Em Loulé, tal como em muitas localidades do país, sobretudo nas mais distantes da capital, a importância da rádio assumiu contornos ainda mais relevantes. Foi através das emissões radiofónicas que a população local tomou conhecimento dos acontecimentos em curso. A informação transmitida, sobretudo os comunicados do Movimento das Forças Armadas, contribuiu para reduzir o medo, evitar confrontos e promover uma adesão cívica relativamente pacífica ao novo regime.
Além disso, a rádio teve um papel decisivo no período imediatamente posterior ao 25 de Abril, funcionando como uma espécie de escola da democracia que ajudou a introduzir no quotidiano pós-revolucionário conceitos como o da liberdade de expressão ou da participação política.
Na exposição “A Revolução da Esperança: memórias do 25 de abril no Concelho de Loulé”, patente na Casa Memória do Século XX, Edifício Duarte Pacheco, encontra diversos testemunhos que atestam a importância da rádio no contexto da revolução. Visite-nos de terça-feira a sábado das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.


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